Posts para » Coaching para Advogados

Advogando sem dinheiro: é possível ser feliz no vermelho?

Hoje vamos debater a questão “É possível ser feliz advogando no vermelho?”

Para advogados evoluídos espiritualmente, aqueles do tipo “desapegados”, a falta de clientes, os boletos acumulados, o ônibus lotado, o nome negativado, a conta bancária zerada, o apartamento minúsculo, o “não” para o filho, o “não podemos” para a esposa, o paletó surrado e o furo na sola de sapato, não são realmente problemas.

Mas e para nós, meros mortais, isso é um problema? E ainda: podemos ser felizes sem dinheiro?

Pesquisas demonstram que o nível de felicidade das pessoas não cresce proporcionalmente à medida que ficam ricas.

Uma pessoa que possui patrimônio de R$ 3 milhões não é 3 vezes mais feliz que alguém que possui R$ 1 milhão e nem 6 vezes mais feliz do que alguém que possui patrimônio de R$ 500 mil.

Não existe uma proporcionalidade nisso, mas com certeza, alguém que consegue satisfazer as necessidades básicas é mais feliz do que alguém que não consegue.

Pensando nesse assunto, o psicólogo Abraham Maslow criou uma pirâmide de níveis de necessidades humanas onde as demandas que estão na base são as mais importantes e precisam ser satisfeitas com urgência para gerar felicidade, contudo, elas não representam grandes somas de dinheiro.

O problema está quando já ultrapassamos a primeira camada das necessidades básicas (fisiológicas e de segurança), que eu acredito que seja o seu caso agora, afinal, se você tem internet para acessar esse artigo, possivelmente tem celular, computador, está vestido, abrigado, faz pelo menos três refeições por dia, tem instrução acadêmica e uma média razoável de saúde.

Quando ultrapassamos a camada das necessidades básicas e chegamos às necessidadespsicológicas e de autorrealização, então o consumo começa a acontecer por razões emocionais e psicológicas, e nesse ponto, o céu é o limite.

Percebam que nas necessidades psicológicas, as pessoas buscam atender a sua autoestima, confiança, adquirir o respeito dos outros, o reconhecimento social e status.

Nesses níveis superiores à sobrevivência, para que uma pessoa se sinta feliz, ela precisa se perceber importante e admirada (ou invejada) pelos outros.

Aqui começa a corrida dos ratos!

É nesse ponto que um advogado em início de carreira escolhe alugar uma sala sem ter concluído a pós-graduação, ou ter um cliente sequer.

É nesse ponto que, por exemplo, um advogado mais experiente custeia dois carros de luxo, comprometendo mais de 40% da sua renda, enquanto seu concorrente utiliza 10% disso para andar de uber.

É nesse ponto que outra advogada pode investir R$ 5.000 para fazer um lindo site e material gráfico de impressionar, mesmo sem saber se isso é relevante para o seu público alvo.

Também é nesse ponto que todo consumo se justifica pelo consumidor a partir da ótica do outro, por exemplo, quem aluga uma sala em um prédio “decente” mesmo sem ter clientes para cobrir essas despesas, acredita que não terá credibilidade e respeito se não tiver um espaço próprio para atender bem.

Quem compra um carro pagando quatro deles em taxas de juros, acredita que vai fechar mais contratos com facilidade por aparentar sucesso financeiro.

E antes que alguém pense que estou fazendo apologia ao minimalismo, quero te lembrar sobre como ser feliz sem dinheiro ou sem clientes, mas para isso, preciso te explicar o que está por trás das decisões de consumo.

Existe uma visão familiar que vincula competência à ostentação de riqueza, e muitos advogados se veem compelidos a manter esse status frente a seus pares e a sociedade, elevando demasiadamente suas despesas.

Essa armadilha tem levado muitos profissionais a conviverem com perigosos níveis de endividamento, questionando sua escolha profissional quase diariamente.

Imagine um jovem advogado que dificilmente adquiriu experiência profissional, mas, que ainda assim, precisa ostentar sucesso financeiro e domínio técnico para parecer crível aos seus primeiros clientes…

Para quem inicia a carreira jurídica, ainda na faculdade, uma questão é evidente: todo o processo de formação acadêmica não é nada barato, ou seja, aliada à característica anteriormente discutida de passar muitos anos sem obter receitas, as despesas são quase insuportáveis para a maioria.

Por outro lado, todo profissional almeja ser valorizado pela sociedade, mas somente alguns são vistos como referência em sua área de atuação.

A maioria dos colegas, no desespero pela sobrevivência, assumem práticas que só contribuem com a sua própria desvalorização, atuando sem segurança em todas as áreas, quando o melhor seria se posicionar para um público mais qualificado.

Eu entendo que o sucesso é um conceito subjetivo, mas sempre está ligado à ideia de felicidade, mesmo que a sua busca seja feita de maneira equivocada.

Para uns, ter sucesso significa conquistar e ostentar patrimônio. Para outros, sucesso representa prestígio e reconhecimento intelectual no meio em que atua. Há aqueles que dizem que sucesso é ter influência junto às pessoas. Os mais objetivos atribuem a ele o simples fato de fazerem o que gostam e, com isso, serem felizes. De fato, nenhum deles detém a verdade absoluta e, ao mesmo tempo, todos estão convictos de suas crenças.

No fundo, a gente sabe que pode conquistar a admiração das pessoas através dos nossos atributos de caráter. Podemos ser aceitos e admirados por sermos generosos, sermosinteligentes, sermos amigáveis, sermos prestativos, sermos ativos. O problema é que “ser”exige tempo, força de vontade, trabalho e dedicação.

Então, para encurtar o caminho entre o SER e PARECER SER, surge o uso do dinheiro. Isso torna o trabalho mais fácil e o resultado mais rápido.

No lugar de SER importante você pode TER coisas que te façam parecer importantes, tais como: viagens internacionais, carros importados, roupas de grife, escritório elegante, papelaria de dar inveja e todo tipo de signos de riqueza.

O mercado é preparado para atuar a partir das necessidades psicológicas, e realmente se apavora com a ideia de felicidade incondicional, afinal, isso representaria a destruição total de suas próprias necessidades psicológicas, percebem a sutileza?

Atualmente, a maioria dos advogados trabalham enlouquecidamente para consumirem signos de riqueza que possam proporcionar-lhes status e reconhecimento social.

Para Maslow, o dinheiro que precisamos para satisfazer as nossas necessidades básicas está bem longe do conceito atual de fortuna. Mas para ganhar o respeito das pessoas, ainda acreditamos, equivocadamente, que precisamos ostentar signos de riqueza.

Nesse aspecto matemático, surge Andrew T. Jebb, o autor principal de um estudo que tentou averiguar o quanto de dinheiro é necessário para se viver feliz. O objetivo desta pesquisa foi avaliar qual é a renda que pode proporcionar “felicidade” para o indivíduo.

E o resultado da pesquisa apontou para uma renda anual de 95 mil dólares, para se ter uma boa avaliação do padrão de vida e de 60 mil a 75 mil dólares para poder viver com bem-estar emocional.

Outra constatação do Professor Jebb é que se esse valor financeiro for excedido, a expectativa e busca de maior bem-estar econômico pode se intensificar, mas a felicidade continuará inalterada, correndo o sério risco da pessoa se tornar escrava do ganho de dinheiro, ou seja, dinheiro demais pode gerar insatisfação. Não é por outro motivo que pessoas muito ricas começam a se envolver com projetos filantrópicos.

E NO BRASIL?

Ao longo de 2016 foi feito um levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).

Se formos partir dos pressupostos da pesquisa do professor Jebb, “o nível de felicidade” dos brasileiros não está nada satisfatório.

Vejam as estatísticas do IBGE no ano de 2017 dizem sobre a renda dos brasileiros:

Do total de trabalhadores, 4,4 milhões (5%) recebiam, em média, apenas R$ 73 mensais

889 mil (1%) recebiam, em média, R$ 27 mil

O QUE ISTO SIGNIFICA?

Significa, que no período correspondente a esta pesquisa, chegou-se aos seguintes apontamentos:

Os brasileiros que tinham maiores rendimentos recebiam 360 vezes mais que os com menores rendimentos.

A soma dos rendimentos recebidos por todos os brasileiros em 2016 foi de R$ 255 bilhões por mês, em média, desse valor, 43,4% estava nas mãos de 10% da população do país.

Ainda segundo o IBGE:

Apenas 1% dos brasileiros concentra 43% da renda do país.

A renda média real domiciliar per capita foi de R$ 1,2 mil por mês em 2016.

Nas regiões Norte e Nordeste, a média foi de R$ 772.

A maior média foi observada no Sudeste, com R$ 1,5 mil.

Fica notório nestas informações que a maioria do povo brasileiro não chega nem a 1% do limiar financeiro da pesquisa do Professor Jebb, o que nos indica que as necessidades básicas ainda não estão sendo atendidas em sua maioria.

E aqui voltamos ao ponto inicial da nossa conversa: como ser feliz advogando no vermelho?

Vou compartilhar alguns pontos que me ajudaram nos momentos difíceis, e alguns exemplos que eu vi funcionar com clientes e amigos:

1º Luz: identifique suas necessidades básicas, sem as quais você morreria em uma semana. Isso te trará uma noção mais lúcida sobre eventuais excessos atuais.

2º Luz: identifique suas necessidades de ordem psicoemocionais se perguntando:

1. O que eu quero adquirir na vida?

2. Como eu quero que as pessoas me vejam?

Depois de responder tudo que lhe vier à mente com essas perguntas, identifique o que pode ser comprado com dinheiro e priorize aquilo que não depende de uma troca financeira.

3º Luz: Utilize a tecnologia (existem muitas opções gratuitas) para criar uma estrutura enxuta na sua advocacia. Um dos meus grandes amigos e parceiro de trabalho, o Edu Koetz, Sócio Gestor do 1º escritório 100% digital do país, é a prova viva de como ser referência no mercado sem atender um cliente sequer presencialmente.

Se ele não tivesse inteligência de mercado e tecnologia à seu favor, certamente a sua estrutura custaria 20 vezes mais, além disso, o seu maior diferencial não é apenas esse ponto, mas sim o seu alto grau de inteligência emocional que o faz acessar um estado de satisfação interior com as coisas simples da vida.

4º Luz: Invista em inteligência emocional para ter mais autonomia na vida. A maioria das nossas escolhas envolve consumo de ordem psicoemocional, e, portanto, podem ser satisfeitas com apratica do autoconhecimento, elevação da autoestima e da nossa confiança. Isso requer tempo, mas não requer dinheiro. A internet traz muito conteúdo de qualidade nesse sentido.

5º Luz: Você se acha melhor do que Jesus? Porque nem ele conseguiu agradar a todos. Ele não foi aceito por todos, muito menos reconhecido por todos, mas ainda assim, sua figura ainda permanece na história da humanidade.

Não podemos agradar a todos: Seja você quem for, tenha as virtudes que tiver, você nunca vai agradar todo mundo. Alguém sempre irá te criticar e reprovar, e isso acontecerá a todo ser humano neste planeta. Por isso, ter a necessidade de aprovação é o pior vício que um ser humano pode manter.

6º Luz: Se aprove sendo você mesmo!

Paradoxalmente, as pessoas que não pensam na aprovação costumam ser mais aceitas do que aquelas que a buscam. A explicação seria que o autêntico agrada mais, ainda que não coincida com nossas opiniões, do que o submisso.

Então, seja você mesmo sem buscar essa aprovação; seja autêntico sem se preocupar com a opinião externa, pois tentando agradar você obterá o efeito contrário.

Isso é treino, não é talento. Ninguém nasce se amando incondicionalmente, nem totalmente blindado à opinião alheia, mas podemos treinar a nossa mente para acessar um lugar interno de independência emocional.

7º Luz: Fortaleça sua autoestima com a mesma garra que você busca dinheiro!

Uma das principais causas da necessidade de aprovação e do consumo inconsciente é uma autoestima baixa. Fortalecê-la nos ajudará a resolver o problema. Quando acreditarmos que somos pessoas valiosas e tivermos uma autoimagem positiva, não dependeremos da opinião alheia. A visão dos outros sobre nós passará a ser um dado, uma informação, e não uma verdade.

Isso é o maior tesouro que um ser humano pode alcançar, se amar mesmo não sendo amado, se aceitar mesmo não sendo aceito, se nutrir mesmo não sendo abastecido, e mais uma vez, isso é treino, não é talento, e, portanto, você também pode alcançar.

Agora me conta: o que você pode oferecer ao seu cliente, que o deixe extremamente encantado, mas que não envolva dinheiro?


O Direito admite, mas o comportamento demite!

Por que o foco no jurídico (e não em você) pode acabar com a sua Advocacia

A maioria das perdas de contratos jurídicos ocorrem por falha de desempenho e conflitos relacionais, todavia, curiosamente, 79% dos advogados priorizam os cursos jurídicos quando decidem melhorar na carreira.

O Direito é uma ferramenta intrínseca ao trabalho do advogado, mas não determina, por si só, o seu sucesso, isso porque a maior queixa dos advogados se refere a gestão profissional, e não a insegurança acadêmica.

Conheço muitos advogados, com excelente formação, que depois de tentarem advogar por vários anos, desistem e vão trabalhar em outras funções, abrindo mão do sonho de uma vida, carregando essa frustração em silêncio por anos a fio.

Por outro lado, a maioria dos advogados não conseguem se manter produtivos, e ainda não se deram conta do estrago que a falta de organização causa em suas vidas.

Compulsivos por doutrinas e cursos de extensão, normalmente não conseguem tempo para colocar em prática as informações acessadas, e ai vem a insegurança de atuar, de prospectar e de se posicionar no mercado.

Quando você atrasa um prazo, salvo raras exceções, o seu chefe/cliente não contesta a sua capacidade jurídica, ele pensa que você é inconsequente, irresponsável e sem comprometimento, considerando imediatamente a sua substituição.

Mas o fato é que ainda confundimos falta de autogestão com imperícia jurídica, afinal, parece que tudo além do direito ainda é periférico, mas como eu disse no começo da nossa conversa, oDIREITO ADMITE, MAS É O COMPORTAMENTO QUE DEMITE.

Na vida pessoal, se você se atrasa ou ESQUECE seu jantar de aniversário de casamento, sua esposa NÃO PENSA que você está se sacrificando pela família trabalhando até mais tarde, ela pensa que você não a valoriza, nem a considera.

Pior do que isso é se você se atrasar para a apresentação dos filhos na escola… Como eles não têm a maturidade de pensar que o papai ou a mamãe é desorganizado no trabalho, eles pensam: “Ele (a) não me ama… O trabalho dele (a) é mais importante do que eu...”

Pois é, além do stress, a falta de autogestão faz com que o causídico perca o emprego, saúde, clientes, a confiança da sua família e sua autoestima.

Quando eu dou coaching para advogados, a maioria deles chega até mim prestes a desistirem de tudo, pois, infelizmente, antes de grandes perdas, eles não consideram olhar para além do Direito.

Eles são o que eu chamo de sobrecarregados sem método, que por mais que sejamcomprometidos, competentes e extremamente honestos, não conseguem manter aprodutividade e equilíbrio ao mesmo tempo.

Quando perdemos o controle da gestão pessoal, perdemos velocidade, perdemos alcance, perdemos lucro, perdemos paz de espírito, perdemos a confiança das pessoas e tudo mais que uma vida organizada pode nos proporcionar.

Na verdade, trabalhar sem autogestão é como se nós, erroneamente, passássemos a impressão de que não trabalhamos o suficiente, estamos sempre cansados, e que o mundo inteiro está contra nós.

E a vontade que dá é de congelar o tempo para a coisa não piorar. Acontece que um pouco mais de tempo não será capaz de resolver um problema de gestão.

Autogestão é uma competência, um hábito, e não uma tarefa, portanto, só poderá ser alcançada com autoconhecimento e ferramentas de produtividade.

Pense bem, sabemos que sem o conhecimento jurídico você não terá condições de atender ninguém, mas lembra daquele seu cliente “super satisfeito”?

Em que momento ele pediu para ver o seu certificado de pós-graduação?

Agora pensa no seu pior cliente, naquele mais insatisfeito…

O que ele alegou para romper a relação de vocês ou mesmo para denegrir a sua imagem?

Dificilmente você vai me contar alguma coisa que não tenha a ver com comportamentos, e estes, por sua vez, sempre serão expressões do seu sistema mental/ emocional.

E é apenas nesse ponto que você tem total controle, total domínio.

E se você já não aguenta mais ver sua vida travada, e está disposto a dar um basta definitivo nisso tudo, descobrindo como ser altamente produtivo, então comece a estudar sobre autogestão emocional.

Mapeando a sua mente você poderá avaliar de forma madura o que não está gerando resultado, e discernir o que é importante do que é insignificante para alcançar seus objetivos.

Somente com autogestão você vai conseguir tempo pra fazer o seu escritório crescer, para estudar, escrever livros e artigos, viajar com quem você ama, fazer maratonas Netflix sem culpa e viver com mais satisfação.

Como o próprio nome indica, a autogestão nada mais é do você se tornar seu principal gestor e você pode mudar isso com a metodologia certa!

Agora me conta nos comentários o que você tem feito para gerenciar melhor a sua rotina, eu ficarei agradecida em conhecer seu método.

Obrigada pelo seu tempo.


Advogo sozinho(a). E agora?

Primeiro você faz um atendimento, depois começa a redigir uma petição, logo após segue para uma audiência, de repente está na fila do banco para levantar aquele alvará tão sonhado, em seguida corre para o escritório ao lembrar que tem que protocolar o recurso que o embalou na madrugada…

Muitos advogados optam por atuarem sozinhos, como autônomos, por razões diversas. A primeira delas é o fato de escritórios de advocacia, de um modo geral, oferecerem propostas de trabalho extremamente constrangedoras. A segunda é que ser autônomo tem algumas vantagens: trabalhar na hora que quiser, do jeito que quiser, da forma que bem entender e não dividir lucros.

Todavia, como tudo na vida, atuar sozinho tem seus dissabores. E um dos maiores é conseguir prospectar clientes enquanto gerencia todo o trabalho.

Quem decide trabalhar sozinho, mesmo tendo um bom conhecimento teórico, sofre muito na parte prática, no dia a dia dos Fóruns… Além disso, como a advocacia é uma atividade que privilegia o debate, ás vezes a falta de um colega ao lado é bastante sofrível.

Então, como viver confortavelmente da advocacia, atuando sozinho, sem enlouquecer?

A primeira coisa é que precisamos entender que sem clientes não existe advocacia, e pior do que estarmos sem clientes, é termos clientes que não se pagam e que tomam o tempo já escasso.

Desse modo, para criarmos uma advocacia minimamente sustentável, precisamos priorizar a captação de clientes, afinal, sem rendimentos não há como manter a atividade em funcionamento, desse modo, ao contrário do que a maioria pensa, antes de aprender a solucionar um problema com uma ferramenta jurídica (consulta, ação judicial, ação administrativa, diligência, conciliação, mediação, arbitragem, treinamento, instrução…), precisamos atrair os “problemáticos”.

Essa dinâmica foi completamente ignorada pelas faculdades de Direito, que simplesmente desprezaram a equação básica de toda advocacia: “ADVOCACIA = CLIENTE”, e me fez lembrar a história do Dr. João, um carioca que sempre sonhou em se tornar um advogado. Desde os 12 anos ele dizia que iria ser “doutor”, que iria ser respeitado e que nunca mais presenciaria inerte às injustiças sociais.

Desde o primeiro dia de aula o Dr. João já sabia que iria advogar, pois gostava de autonomia, liberdade de ganhos e controle de tempo… Ele era automotivado e não se via engessado dentro de uma repartição pública.

Assim que passou no exame da ordem, Dr. João decidiu alugar uma sala no seu bairro mesmo, pegou um empréstimo, comprou moveis e equipamentos, colocou uma placa em alto relevo, investiu em 1000 cartões de visitas e começou a advogar.

Mas o que ele não contava é que os clientes não seriam magnetizados apenas pela sua placa de verniz aplicado…

“Ding-Dong”… Eis o primeiro toque na campainha. O premiado foi o porteiro do prédio entregando as novas correspondências, dentre elas, um panfleto do advogado do andar de cima oferecendo serviços trabalhistas e suporte 24h.

A segunda vez que a campainha tocou foi um representante de internet do bairro oferecendo banda larga a 50% de desconto.

E a terceira vez foi a mãe do Dr. João trazendo um bolo para oferecer aos clientes FANTASMAS.

Então, em uma reflexão com o seu reflexo na xícara de café, chegou à conclusão de que deveria fazer um site bem bonito para atrair clientes, poderia também fazer um canal no Youtube falando sobre direito sem complicações, para que as pessoas tivessem acesso aos seus direitos e deveres… ”Isso iria bombar”, PENSAVA ELE, afinal, o povo não entende muito bem o que os advogados falam…

…mas coitado, tão logo foi tomado de frustração ao concluir que não sabia editar vídeos profissionalmente e que não tinha um cenário de credibilidade ou mesmo uma câmera de ultima geração.

Dando continuidade ao projeto “advocacia de referência”, João pensou que deveria começar a se divulgar no Facebook e danou a compartilhar notícias jurídicas do CNJ, TJ, STF… Ele achava as imagens tão bonitinhas, pareciam tão simples de entender, certamente quem acessasse suatimeline aprenderia muito sobre o direito e o convidaria para esclarecer dúvidas jurídicas…

Acontece que ele postava, postava e postava, e só alcançava algumas curtidas de parentes e amigos, no máximo dois comentários marcando pessoas desconhecidas, mas sem nenhum resultado. Ninguém mandava mensagens, ninguém ligava, ninguém mandava e-mail, nada, nada, nada, nada…

Um belo dia, assistindo uma palestra na OAB, ele foi convidado a buscar o seu nome no Google e ver o que aparecia. Para sua surpresa, até a quinta página do Google só aparecia o resultado do exame da OAB e o seu perfil no Facebook… E olha que o palestrante havia dito que a partir da segunda página você poderia se considerar um marciano.

O ponto alto da frustração do Dr. João foi quando a sua prima Marta, ao ter um terreno invadido por cidadãos de uma comunidade vizinha, contratou o seu colega de faculdade, Dr. Marcos (aquele que sentava na ultima cadeira e sempre filava as aulas de sexta) pagando-lhe R$ 13.340,00 por um procedimento de reintegração de posse.

Ao tomar ciência do fato, Dr. João foi abordar a sua prima Marta, deparando-se com uma expressão de espanto, dizendo:

Mas João, eu nem sabia que você tinha se formado, muito menos que já estava atuando… Vi seu amigo no Instagram fazendo transmissões ao vivo no fórum e resolvi mandar um direct para ele, que imediatamente me respondeu, enviando o link do contato no WhatsApp e marcamos ali mesmo uma reunião online, que aconteceu no dia seguinte via zoom.

Agora eu te pergunto: Qual é o preço de ser invisível?

Muitos Advogados simplesmente estão publicando conteúdos e respondendo a consultas gratuitamente, mas não estão fechando novos contratos rentáveis.

O fato é que para cada texto que escrevemos ou vídeo que gravamos, necessitamos de um método estruturado de posicionamento, sem isso, geramos uma das duas situações problemáticas:

– Pouco ou nenhum resultado para muito esforço, gerando um custo alto de aquisição de clientes desqualificados;

– Ausência completa de estratégias, gerando invisibilidade para o cliente certo.

Se você se enquadra em uma destas duas situações, quer dizer que não está no controle da sua prospecção jurídica e talvez possa se beneficiar com as estratégias de marketing jurídico, afinal, a razão de existir da sua advocacia É O CLIENTE.

Agora responda: Eu posso vender sua Advocacia por você?

Sempre que eu faço essa pergunta para algum advogado ou advogada, testemunho olhos cheios de esperança.

Como você se sente imaginando que alguém que domina comunicação e convencimento vai fazer “a voz do vendedor” para você na sua advocacia?

Com toda sinceridade, lá no fundo, você sente algum alívio?

Geralmente quem sente um alívio não gosta muito de se expor em vendas de serviços jurídicos, não gosta de aturar vendedor e não gosta de vendas.

Só que isso é a coisa mais simples de se resolver. Talvez você tenha aprendido ou experimentado dezenas de formas duvidosas de ofertas de serviços ou produtos, mas não precisa ser assim na advocacia.

 


VOCÊ PODE ATÉ TER PROBLEMAS COM VENDAS DE SERVIÇOS JURÍDICOS, MAS O SEU CLIENTE NÃO TEM PROBLEMAS COM COMPRAS DE SERVIÇOS OU PRODUTOS ADVOCATÍCIOS.


 

Entenda que:

1.O seu cliente precisa que você venda SERVIÇOS para ele;

2.O seu negócio JURÍDICO precisa que alguém, de preferência você, sente na cadeira do vendedor de serviços;

3.Ter uma tese perfeita não faz da sua Advocacia, um negócio de sucesso. Você precisa garantir o sucesso do seu cliente, mas antes disso você precisa captar clientes com profissionalismo;

4.Mesmo que você DOMINE uma área jurídica, sem gestão de clientes (Atração + Conversão + Fidelização) você não poderá praticar sua excelência jurídica;

5.Se você não criar um método de gestão de clientes, não terá sobra de tempo para se atualizar, cumprir prazos, desfrutar de amigos e familiares, viver bem nas próximas décadas;

6.O escritório de maior referência no Brasil em marketing online, premiado nacionalmente pelo crescimento exponencial em numero de clientes na área previdenciária, prioriza o marketing jurídico na mesma proporção do direito. Isso demonstra que é possível competir com bancas gigantes, mesmo sem os elementos que conhecemos tradicionalmente como diferenciais competitivos (estrutura física, região, tempo de atuação, área de atuação, tese jurídica, poder aquisitivo do cliente e etc.).

E você, como tem enfrentado os dilemas de atuar sozinho?


Coaching para Advogados

 

Mais uma vez o Coaching é destaque em horário nobre na Rede Globo. Na novela, O Outro Lado do Paraíso, a advogada e Coach Adriana utiliza técnicas e ferramentas de Coaching.

Nessa cena Adriana comenta sobre sua formação e como adquiriu as habilidades que fazem dela uma profissional reconhecida. Confira.

O contexto do Coaching da novela global

Na novela “O Outro Lado do Paraíso”, a atriz Julia Dalavia, interpreta a jovem advogada Adriana, utiliza seus conhecimentos, técnicas e ferramentas em Coaching para auxiliá-la no desempenho de suas funções na área jurídica.

A jovem advogada buscou mais do que conhecimento técnico e aprimorou e ampliou sua atuação juridica. A ascensão na carreira, que poderia demorar anos para acontecer, surgiu devido a sua performance perante os casos difíceis atendidos do escritório de advocacia. As habilidades e competências da jovem foram reconhecidas e a oportunidade surgiu. Ela estava preparada, sendo reconhecida como diferenciada pelo gestor do escritório.

Sabemos através de pesquisas da FGV que advogados quando investem em cursos priorizam o conhecimento jurídico; todavia, desde meados da década de 70, o jurista não se sustenta somente com conhecimento técnico.

As faculdades de Direito formam futuros advogados, mas, infelizmente em sua maioria, não ensinam gestão e empreendedorismo. Ao lidar com a advocacia, o advogado precisa de ferramentas de suporte para qualquer espécie de problema que enfrentará na sua carreira jurídica, nesse cenário o coaching juridico vem catalizando os resultados de todos os advogados que investem em suas ferramentas.

Mas o que é Coaching?

De maneira simples, poderiamos dizer que o Coaching é um processo que facilita o desenvolvimento de recursos para o atingimento de metas de até 12 áreas da vida. Um processo, com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o Coach (profissional) e o Coachee (cliente) de acordo com a meta desejada pelo cliente. Assim, o Coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas.

Entretanto, se tal explicação ainda soar muito subjetiva, convido-o a uma rápida reflexão.

Imagine que você deseja dirigir seu carro até um lugar desconhecido, onde sabe que outras pessoas já chegaram, contudo, não sabe por qual caminho. Assim, pega seu GPS, acopla no painel do carro e digita o destino.

Automaticamente, o GPS “identifica” seu local atual – que no Coaching chamamos de “ estado atual” – e traça a rota de destino – o que chamamos de “estado desejado”.

Quando você começa a dirigir seu automóvel através das ruas, pode deparar-se com um engarrafamento ou com um desvio de rota por um motivo qualquer.

Imediatamente, o GPS refaz a rota, levando em consideração os novos caminhos que você percorreu por razões diversas.

Quanto mais você estiver atento e focado à orientação recebida, muito maior e segura será sua chance de êxito em alcançar seu destino.

Então, saindo da metáfora, o GPS é o Coach, aquele que traça a rota que você quer, e a refaz sempre que necessário ao identificar mudanças no processo.

Seu papel é continuar dirigindo, sem responsabilizar o GPS ou as adversidades, mantendo-se completamente comprometido em chegar ao local de destino.

O Coach atua encorajando e/ou motivando você, procurando sinalizar-lhe habilidades ou técnicas que melhorem as suas capacidades profissionais ou pessoais, visando à satisfação de objetivos definidos inicialmente.

Coaching é um conjunto de conhecimentos, ferramentas e técnicas que visam a facilitar o alcance de resultados mensuráveis; é uma metodologia nova que busca atender as seguintes necessidades humanas: atingir metas, solucionar problemas e desenvolver novas habilidades.

É um processo focado em ações do advogado para a realização de suas metas. Ações no sentido de desenvolvimento e/ou aprimoramento de suas próprias competências, equipando-o com as ferramentas, conhecimento e oportunidades para se expandir, usando os seguintes processos:

1. O processo de investigação, reflexão e conscientização.

2. Descoberta pessoal dos pontos fracos e das qualidades.

3. Aumento da consciência de si mesmo.

4. Aumento da capacidade de responsabilizar-se pela própria vida.

5. Estrutura e foco.

6. Feedback realista.

Imagine uma meta: conquistar 20 clientes novos por mês na sua advocacia. Logo, você estrutura um plano de ação, simulando possíveis estratégias de prospecção.

De repente, alcança essa métrica em menos de 30 dias! Responda: Você seria capaz de dispensar esse grupo de novos clientes?

Seria uma loucura!

O que quero dizer é o seguinte: Ninguém descarta o resultado alcançado, contudo, por vezes, nos “auto-sabotamos” para não alcançarmos esse resultado querido, e, não raro, sem atentar para tal.

Por exemplo, um dia eu acordo e escrevo um artigo para meu público-alvo; no outro, eu visito a associação comercial do bairro; no terceiro dia, eu perco um pouco a hora; no quarto, esqueço-me de ligar para o advogado que ofereceu uma parceria; no quinto, algum cliente já está pensando em trocar de advogado… e assim os ciclos de autossabotagem se prolongam.

No meu trabalho como Coach de Alta Performance, eu já ajudei centenas de Advogados a fazerem escolhas calculadas e criarem o modelo da advocacia de se orgulhar. Essas pessoas encontraram propósito em advogar, implementaram novos negócios, melhoraram seus relacionamentos, descobriram uma nova forma de se comunicar e, principalmente, mudaram sua visão sobre como profissionalizar sua advocacia.

Apesar de tudo o que eles aprenderam no Programa Advocacia de Referência ter sido fundamental para que essas mudanças fossem possíveis, o que realmente fez com que eles transformassem suas vidas e advocacia foi um único segredo.

Todos eles, sem exceção.

Aprenderam uma atitude especifica:  A CONSISTÊNCIA.

Todos os dias você tem acesso a sites, vídeos, textos, livros, conselhos e exemplos que indicam que coisas você poderia fazer na sua advocacia, hoje, pra criar um novo modelo, diferente e melhor pra você.

Pode ser que algumas vezes você até implemente algumas dessas coisas. Mas, na maioria dos casos, a verdade é que a maioria facilmente desiste.

Eu brinco com alguns clientes, quando eles começam a implementar mudanças e reclamam que ainda não estão percebendo muitos resultados, que eles parecem aquelas pessoas que vão à academia e, já na saída, ficam se olhando no espelho pra ver se já viraram a Bella Falconi.

Buda não se iluminou em 7 dias, o Bella Falconi não inflou em uma semana, eu não aprendi a desenvolver advogados em 6 meses, e as chances são que, adivinha?, você também não vai atingir resultados realmente incríveis em apenas uma semana.

Mas o que Buda, a Bella Falconi, eu e meus coachees temos em comum é a consistência. A gente continuou fazendo o que tinha que ser feito todos os dias, um pouquinho de cada vez.

A Conversa Coaching

Sabemos que é a prática que conduz à excelência e à maestria. Você não precisa ser um Coach para aplicar uma conversa coach. Você pode aplicá-la com um amigo, um colega de trabalho, com colaboradores sob sua responsabilidade etc. Um bom exercício é estudar as etapas básicas da conversa Coaching e aplicá-las. Vejamos quais são elas:

Advogado: Quero parar de trabalhar quatorze horas por dia e fazer como todo mundo: trabalhar apenas oito.

Coach (foco): Se a meta que vamos trabalhar agora é essa, quais são as possibilidades?

Advogado: Delegar algumas tarefas…

Coach: E o que mais?

Advogado: Organizar as atribuições ao longo do dia e aprender a dizer “não” para tarefas que não me competem.

Coach (foco [ voltar sempre a recapitulação]): Então, o que vamos trabalhar agora?

Advogado: Acabar com o hábito de ficar até mais tarde, criando a disciplina de fazer só o que é vital no momento.

Coach (iniciando o plano de ação): O que é mais importante fazer?

Advogado: Organizar minhas manhãs, criando uma agenda no celular.

Coach: E o que mais?

Advogado: Parar todos os dias às 16h para me reorganizar, ver o que é necessário e delegar tarefas.

Coach: O que pode te atrapalhar?

Advogado: Se houver reunião pela manhã ou no fim da tarde, vou precisar rever meus horários e pedir apoio aos coordenadores.

Coach: E qual o próximo passo?

Advogado: Acho que não depende só de mim; primeiro vou ter que conversar com os coordenadores.

Coach (voltando ao foco): E o que você quer levar dessa nossa conversa de hoje?

Advogado: Um roteiro de como conversar com os coordenadores

Coach: De um 0 a 10, quanto está comprometido a realizar essa conversa?

Todos os direitos reservados – Rede Globo de Televisão – https://gshow.globo.com/novelas/o-outro-lado-do-paraiso/

Obs: Se você deseja realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e descobrir se o seu temperamento tem te afastado dos seus objetivos: CLIQUE AQUI


R$ 50 bilhões na Advocacia: Crise ou Oportunidade?

O mercado jurídico movimenta a cada ano em torno de R$ 50 bilhões, impulsionado por empresas que recebem até 20 mil processos em um único mês. É um setor que cresce em torno de 20% anualmente.

A Operação Lava Jato, os projetos de reformas e o número crescente de demandas judiciais estão fazendo este mercado crescer ainda mais. Por isso, é cada vez maior o número de softwares e soluções tecnológicas para a área jurídicas, livros, cursos e produtos voltados para os profissionais que atuam neste mercado.

Boa parte destas empresas e destes profissionais vai participar da Fenalaw – maior e mais completo evento jurídico da América Latina – que será realizado entre os dias 24 e 26 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Atualmente, o Brasil tem 1.038.906 advogados regulares e recadastrados – ou seja, mais de 1 milhão de advogados registrados na OAB. Ao todo, são 539.415 homens e 499.491 mulheres. Destes, a maior parte está nos está no estado de São Paulo, que possui 291.915 advogados. Em seguida aparece Rio de Janeiro (140.379), seguido por Minas Gerais (105.482), Rio Grande do Sul (77.844) e Paraná (61.807). O estado com menor número de advogados é Roraima com apenas 1.707 profissionais habilitados. Para se ter uma ideia do crescimento da área jurídica, em 2006 o país tinha 574 mil advogados, um crescimento de 80,99% em 11 anos.

O IBGE projeta que a população brasileira em 2016 chegou a 206 milhões de habitantes (segundo o instituto, um novo brasileiro nasce a cada 20 segundos). Numa comparação simples, há um advogado para cada 205 habitantes — 0,5% da população é dessa categoria.

Para se ter uma noção do potencial deste mercado, no período de 2006 a 2016 o país teve 33 novas leis complementares, 464 medidas provisórias, 2093 leis e 3.221 decretos presidenciais. Neste período, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou 603 normas diferentes, a Receita Federal, 1209 e o Banco Central, 18.433. Na área agropecuária editaram 75 mil regulamentos.

É uma média de 30 novidades por dia, sem contar as mudanças estaduais e municipais. Neste período, o país teve a edição de novas leis que exigiram mais dos profissionais de Direito, como: Novo Código de Processo Civil, Lei Maria da Penha, Lei de Biosseguranca, nova Lei de Falências, Lei Anticorrupcao e recentemente, já em 2017, a mudança na Lei da Terceirização e a Reforma Trabalhista, que entra em vigor em novembro.

Segundo o levantamento Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça CNJ, o Brasil tem 102 milhões de processos ativos. Em outra comparação simples, são 102 processos para cada advogado.

O Brasil possui ainda 1.240 cursos superiores de Direito. Com esse número, o país se consagra como a nação com mais cursos de Direito do mundo todo. A soma total de faculdades de direito no mundo chega a 1.100 cursos. Há ainda novas áreas do Direito que registram aumento de demanda, como a tributária, trabalhista e comercial. Mas há ainda áreas do Direito que ainda não são tão conhecidas e não fazem parte da graduação, mas que estão crescendo a cada ano, como: previdenciária, desportivo, eleitoral, marítimo, governança corporativa, entre outras.

“Tudo isso faz do mercado jurídico uma área promissora para negócios, educação e, principalmente, atuação. Por isso, a Fenalaw cresce a cada ano e nosso trabalho é trazer as novidades deste mercado em expansão”, explica Maria Juliana, diretora da Fenalaw.

A Fenalaw vai reunir mais de 3.500 profissionais de departamentos jurídicos e escritórios de advocacia de todo o país. Ao todo, serão 900 congressistas, 200 palestrantes, 60 expositores e patrocinadores, e mais 400 convidados VIP e autoridades do setor. Durante os três dias serão realizadas mais de 200 palestras em seis auditórios simultâneos e mais 1.000 metros quadrados de área de exposição.

A minha palestra será dia 24 às 15h20, com o tema: Advocacia não violenta: Técnicas inovadoras de gestão jurídica colaborativa – Porque brigar, na maioria das vezes, custa caro!

Escolhi esse tema porque sabemos que o operador do direito necessita de técnicas que sustentem uma advocacia não adversarial no dia e dia, e não somente nos cenários de conciliações, arbitragens, mediações ou núcleos colaborativos. O mercado é vasto em excelentes obras que ensinam os advogados a atuarem na mesa de negociação, mas é escasso no desenvolvimento da inteligência emocional daquele, que, em tese, deve estar apto a promover a pacificação social através da sua profissão.

Desse modo, minha palestra Advocacia não Violenta, tem como objetivo principal, ensinar Técnicas Simples para a implementação de um modelo de Advocacia cooperativa nos mais diversos cenários e institutos legais.

Além de mim e de grandes amigos, mais de 60 empresas já confirmaram presença na Fenalaw e apresentarão durante os três dias de evento as melhores soluções, produtos, serviços e tecnologias para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos, como:

Grupo Thomson Reuters (Revista dos Tribunais), Totvs, ATS Tecnologia, Kurier, Compliance Perícia Contábil, Bernhoeft, Pires & Gonçalves Advogados Associados, Fácil Informática, Lexnet, Borges de Liz, Sedep, Jurídico Certo, Doc9, InCompany, NVTur, iiLex, CPJUR, Intelivix, Contraktor, Semprocesso, Justto, Tikal Tech entre outras.

 

Restam poucos espaços disponíveis, vamos aproveitar esse momento para criar novas oportunidades de negócios com advogados de todo Brasil e de vários países?

💰 Agora eu tenho uma excelente notícia! Se você quiser participar da Feira e dos Congressos que ocorrem em paralelo, eu tenho um código de DESCONTO exclusivo de Palestrantes e Patrocinadores que você pode usar. Vou ficar feliz em lhe encontrar lá!

Atenção: para ganhar o MEU desconto 💰, NÃO se inscreva no SITE da FENALAW.

Ao invés disso, entre em contato com o Guilherme no email [email protected] ou pelo wapp 011 97604-5000 e peça o seu desconto da Palestrante Thaiza Vitoria, informando o código SPK5118

Todos os inscritos com esse código SPK5118 estarão concorrendo também a um ingresso para o encontro ao vivo da Comunidade Advogados de Valor, em São Paulo no dia 27/10.

Qualquer dúvida, pode falar com o meu suporte no [email protected]br

BAIXE AQUI A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA FENALAW 2017


Advogar de Graça

O que fazer quando o cliente tenta barganhar o preço dos seus honorários num patamar abaixo do seu custo operacional? Ou mesmo de graça?

Os maiores dilemas que encontro, atendendo advogados ou ministrando cursos de Coaching Jurídico, é a questão do desconforto na cobrança de serviços e a falta de confiança profissional.

Advogado Grtis

E eu inicio esse bate-papo te perguntando: Em que momento validou-se a crença de que a nobreza da profissão está vinculada a prestação de serviços gratuitos/ baratos? Ou mesmo que a “justiça” tem associação com filantropia?

Ao final do nosso papo, te convidarei a fazer um teste gratuito de análise de perfil, para avaliar seu nível de autoaprovação.

Quando eu comecei a estudar a dinâmica da prosperidade, fiquei muito assustada com todos os condicionamentos mentais que eu alimentava até então.

Uma vez estava em um dos treinamentos de mudança de mentalidade sobre as finanças e tive uma das maiores lições da minha vida.

A partir do segundo turno do primeiro dia de treinamento, os organizadores começaram a oferecer outros cursos, muito mais caros, a cada hora! Aquilo começou a me incomodar muito, mas muito mesmo!

Afinal, eu tinha investido R$ 3.730,00 por três dias de evento, fora alimentação, hospedagem e passagem aérea. Eu acreditava que lá encontraria a chave para desbloquear todas as crenças limitantes, sobre o dinheiro, que eu havia aprendido com meus educadores até então.

Como uma brasileira nata, não poderia deixar de reclamar a respeito do marketing agressivo que eu testemunhava. E, queixosa, olhei para a colega sentada ao meu lado, uma argentina muito despojada, trajando havaianas e short jeans, que me disse:

– Você é brasileira né?

Eu disse:

– Sim, por quê?

Ela, então, me respondeu:

– Porque você veio aqui para aprender a como pensar como milionária, mas carrega tanto preconceito contra o dinheiro, que isso explica porque ainda não é milionária. Por isso que vocês, brasileiros, são na maioria pobres!

Eu engoli a seco “a voadora” que eu gostaria de dar nela, afinal ela era três vezes o meu número. Mas, eu lembrei que era coach, e que poderia ser profissional, mesmo diante dessa afronta ao meu país e à minha mentalidade.

Perguntei a ela:

– Como assim, somos pobres porque temos preconceito contra o dinheiro?

Ela afirmou:

– Sim! Com certeza! Você está incomodada com o excesso de ofertas de vendas, não é? Mas, você já parou para refletir que isso não é um curso sobre finanças, mas sobre como criar riqueza?

– Como assim? Eu perguntei.

– Tire essa lente de pobreza e coloque a lente da riqueza, ela disse. Olhe para os bastidores, olhe com olhos de quem está no topo, avalie como eles fazem o que fazem.

– Quanto você acredita que uma estrutura de centenas de colaboradores custou? Os palestrantes estão a mais de 10 horas em pé, não é?

– Quantas oportunidades de negócios os participantes estão tendo aqui? Quanto conhecimento que vocês ainda não tinham acesso… Vocês são muito infantis! Se não sabem usar, é problema de vocês.

– Eles treinam pessoas no mundo todo, em todos os países, e como você acha que eles alimentam essa máquina?

Depois dessa lição de moral sobre “mindset financeiro”, ela me perguntou:

– Qual é a sua religião?

Eu respondi:

– Não me considero religiosa, mas fui educada numa família católica.

Ela disse:

– Ok. Imagino que você deva ter aprendido que ter muito dinheiro, vender seus serviços, falar abertamente que gosta de ser rica, amar o dinheiro ou dizer que trabalha pelo dinheiro, é algo condenável, vai te levar para o inferno, não é?

Eu concordei com ela, e então ela prosseguiu:

– Morei dois anos no Texas, e lá aprendi, na igreja que eu frequentava, que pobres não vão para o reino dos céus. Lá eu aprendi que o espirito se realiza através da matéria e que não existe nenhum valor, nenhuma nobreza, nenhuma dignidade, em ostentar a miséria, em ter vergonha de ofertar serviços, de cobrar o valor justo por eles.

Eu fui me desarmando e pedi que ela falasse mais um pouco. Então ela continuou:

– Entenda que o dinheiro não é nada em si, ele apenas é uma ferramenta que materializa trocas. Assim como uma faca na sua gaveta não é nada em si, mas pode cortar um bife ou matar uma pessoa. Não podemos viver sem dinheiro nesse planeta, a não ser que busquemos criar uma vida SEM POSSIBILIDADE DE TROCA, ou seja, SE QUISERMOS FICAR EXATAMENTE ONDE ESTAMOS.

– O dinheiro compra possibilidades de trocas, apenas isso, todo o resto é puro condicionamento de valorização da pobreza, como forma de manter os grandes no topo da pirâmide social.

– Antigamente, não havia dinheiro. Praticamente toda negociação era realizada na base da troca de bens, do escambo, mas eram difíceis as transações. Em primeiro lugar, deveríamos procurar alguém que quisesse trocar exatamente aquilo que desejássemos. Depois, era preciso fazer um acordo em torno dos valores.

– Com o tempo, e a necessidade de portar valores, vieram as moedas. Tornou tudo mais fácil, bastava converter o valor de determinado bem e ficava fácil procurar algo equivalente às moedas que alguém tinha.

– No Texas eu aprendi, disse ela, que a pobreza, a superestima das limitações como forma de vitimização, nada mais é do que arrogância disfarçada de humildade.

E finalizou, aumentando o tom da voz:

– Pobres não se ajudam, pobres não ajudam os outros, pobres não criam oportunidades, pobres são o câncer da sociedade!

Então eu a interrompi, agora muito ofendida pelo título que ela proferia aos “pobres”, dizendo:

– Me desculpa, mas falando dessa forma, você parece até uma peniafóbica (fobia de pobreza)! Acho que precisa se tratar. Vai me dizer que todo pobre quer ser pobre? Que faz isso de propósito, por prazer?

Então ela respondeu:

– SIM! MIL VEZES, SIM!

E explicou:

– Vocês brasileiros comem demais, bebem demais, tomam banho demais, compram roupas demais, exibem bens sem nenhum critério, para impressionar quem nem os conhecem de verdade, e dizem que isso é expressão de riqueza! Por isso, seu espanto diante da forma que eu falei dos pobres. Você ainda tem uma visão equivocadamente cristã sobre a prosperidade.

– Para mim, concluiu a argentina, ser pobre na identidade, é amar a pobreza, amar a mediocridade, amar a procrastinação, a zona de conforto, as desculpas e a preguiça.

E continuou sua explicação:

– Quando eu falo de pobreza, falo de “estado de espírito” de pobreza. Diferente desse estado de espirito de pobreza, é estar com algumas limitações temporárias para usufruir o estilo de vida que você quer, mas sim, pagar qualquer preço para criar possibilidades.

E prosseguiu:

– Olhe o meu caso, eu já sou rica, já vivo de renda, não preciso trabalhar, mas não uso roupas de grife, moro em hotel, o odiado aluguel de vocês “brasilianos”, e ando de táxi.

– Entenda, disse ela, que ser rico, na minha visão, é PODER REALIZARaquilo que VOCÊ DESEJA e, se possível, ajudar outras pessoas que querem ajuda, aqueles que já decidiram abrir mão dos benefícios da pobreza e do fracasso!

Naquele momento encontrei uma mentora que me ajuda até hoje a expandir a minha mente, (embora eu tenha que tirar seus excessos emocionais para extrair boas lições) e antes que o treinamento terminasse, refleti sobre algumas dificuldades nessa dinâmica da prosperidade no universo jurídico.

Quando eu trato de valorização profissional nos meus cursos, sempre conto a metáfora a seguir:

Certa vez, ouvi que o dono de um grande navio avariado já havia passado por inúmeros técnicos, e nenhum detectava o problema. Até que chamou “O CARA”, que olhou o casco do navio, acrescentou um parafuso em determinado lugar, e o gigante voltou a funcionar. O sujeito maravilhado perguntou quanto era o serviço, e “O CARA” lhe cobrou R$ 1.000,00, “Mas que absurdo! Tudo isso por um parafuso”, e pediu que o técnico lhe enviasse a fatura detalhada que ele analisaria. No dia seguinte recebeu a fatura, que dizia: PARAFUSO: R$ 0,10; CONHECIMENTO SOBRE QUAL O PARAFUSO CORRETO: R$ 999,90.

Essa história aborda como a dinâmica de cobrança de honorários, ou mesmo, a definição do teto salarial, está diretamente ligada a autopercepção de valor pessoal e as crenças alimentadas sobre dinheiro, o que me lembra de uma conversa antiga, fornecida por um cliente de Coaching Jurídico, que ilustra como responder a um cliente abusivo:

Advogado Grtis

A valorização na carreira jurídica deve partir de dentro para fora, assim como outros segmentos profissionais se posicionam de maneira assertiva com relação ao seu valor, operadores do direito devem praticar a valorização diariamente.

Existem vários elementos que dificultam a cobrança de consultas e honorários, dentre eles, trago os mais comuns:

1. Insegurança sobre o seu valor, enquanto profissional;

2. Falta de clareza sobre sua proposta de valor (a transformação que você promove na vida do cliente);

3. Insegurança em relação à eficácia das soluções jurídicas que propõe;

4. Gestão ineficaz da sua Advocacia;

5. Insegurança em razão da mais valia do concorrente (de acordo com a sua percepção);

6. Desconhecimento sobre custos reais e valor/hora de trabalho;

7. Ausência de posicionamento no mercado;

8. Baixa autoestima, o que dificulta dizer não ao cliente e lidar com a sua desaprovação;

9. Crença em desmerecer remuneração por serviços “fáceis” (arrogância);

10. Crença de que deve pagar para ser reconhecido, assim, não cobra a consulta ao cliente, pagando você mesmo pela “hora/trabalho” dedicada à instrução daquele indivíduo (não se engane, é você que está pagando por essa consulta).


Algumas dicas podem ser úteis para deixá-los mais confortáveis na cobrança:

1. Trabalhar sua autoestima com Programas de Coaching, ou abordagens similares;

2. Desenhar sua carreira, ou modelo de negócio, de modo profissional;

3. Conhecer o seu perfil de personalidade;

4. Implantar uma triagem na recepção do escritório, instruindo a secretária para filtrar consultas x atendimentos. Lembrando que consultas devem ser remuneradas por ato. Você pode colocar uma placa informando a “obrigatoriedade da cobrança”, colacionando citação da tabela da respectiva OAB;

5. Atendimentos são pré-contratos, ou seja, o cliente já está com documentação em mãos, vai contratar seus serviços e será atendido por você para tratar apenas de questões jurídicas;

6. Para quem não possui secretária, a triagem pode ser feita por telefone, ou mesmo por informativo (e-mail);

7. Aprenda a precificar seus serviços;

8. Confie na sua solução. Se ainda não confia, aperfeiçoe sua atuação jurídica, invista o que for necessário.

9. Se você perceber que a pessoa, de fato, não tem condições de arcar com o valor integral da consulta, parcele em “37 vezes”, se necessário, mas não deixe de cobrar algum valor. Assim, a mente dela entenderá que você vale algo que merece ser pago. As pessoas não costumam valorizar aquilo que vem de graça, infelizmente.

Se você quiser realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e descobrir se o seu temperamento pode estar dificultando a valorização profissional, acesse mais detalhes na minha página: CLIQUE AQUI.


Perfil do Advogado

Advogados que se conhecem ganham, no mínimo, 5 vezes mais!

Perfil do Advogado

Quem diria que aprender sobre a personalidade ajudaria os operadores do direito a aumentarem as receitas do escritório e os seus ganhos na carreira?

Pois é, possuir autoconhecimento pode ser determinante para que o seu salário seja maior.

Pesquisa realizada pela BSP Career, veículada na revista “Vida Executiva”, sinaliza que profissionais praticantes do autoconhecimento, que estudam seus pontos fortes e fracos, costumam ganhar, no mínimo, 5x mais que do que os colegas, mantendo uma média de rendimentos de R$ 5.000 a R$ 10.000 por mês, mesmo em tempos de crise.

Em cargos de diretoria, a diferença salarial entre alguém que desenvolve o perfil e um profissional que não tem esse hábito é de 42%, segundo pesquisa da Catho.

Para os cargos de gerência e supervisão, a diferença é de 57% e 43%, respectivamente, ou seja, quanto mais alto o nível hierárquico, maior o percentual de pessoas que dominam a competência do autoconhecimento.

Isso acontece porque esses profissionais geram mais resultados e sabem comunicar o valor que representam, eles atuam a partir dos seus talentos e sabem, também, quais são os pontos cegos da sua personalidade.

Metaforicamente, um ponto cego seria aquela famosa “alface presa nos dentes”, que só os outros veem, e quase ninguém tem coragem de nos alertar.

Em todos esses anos ajudando juristas, mapeei alguns padrões de personalidade e autossabotagem que se encaixam em quatro tipos de perfis. Você será apresentado a eles e ao final, será convidado a realizar o teste gratuitamente.

O primeiro perfil de operadores do direito, que apresentarei aqui, identifica os executores. Você poderia puxar na memória se já cruzou com aquele tipo bem acelerado, que está sempre atrasado, repetindo, incessantemente, que tempo é dinheiro e que muitas vezes sai atropelando tudo pela frente em nome da agilidade, dotado de pouca sensibilidade para temas triviais e com grande impulso de liderança.

EXECUTOR

Esse é o perfil do executor, aquele que costuma sentir que o seu corpo e as suas palavras não acompanham a velocidade da sua mente.

Tais características podem ser bastante positivas, se forem bem gerenciadas. Mas, a questão crucial que impede a satisfação em longo prazo desse perfil é que, em troca de realizar, de finalizar, de cumprir a meta em menos tempo, ele sacrifica a si próprio, sua vida pessoal, seus relacionamentos e qualquer coisa que seja periférica ao alvo que ele premiou no momento.

O executor sacrifica sua saúde, tira energia de todas as áreas da vida e concentra tudo nessa meta. Ele morre tentando, tem ciência de sua capacidade, sabe que gera resultados, que consegue determinado cliente, que pode fazer duas pós-graduações ao mesmo tempo, que pode aceitar aquele caso sem nunca ter atuado na área, que pode tratar de uma fusão milionária, sozinho. Mas, ele desconsidera a sustentabilidade em médio e longo prazo. Normalmente, o executor associa ocupação com produtividade e status.

Esse perfil se alimenta de realizações em curto prazo, da sensação de conclusão rápida, de finalizações. Mas, quando ele olha para trás, percebe que o preço que ele pagou, o que ele deixou pelo caminho, gera algum nível de frustração e aflição, o que às vezes pode até minorar o sabor da vitória perseguida. Todavia, sua vontade de buscar mais realizações, o faz perseguir o próximo alvo.

Se não houver uma tomada de consciência e o apoio para mudanças reais, esse ciclo pode durar a vida toda.

O executor, muitas vezes, deseja voltar atrás para recuperar as perdas do caminho, mas o equilíbrio não parece ser possível para ele ou, se parecer possível, será muito difícil. Afinal, ele se convence, todos os dias, de que sua compulsão por realizações gera mais benefícios do que prejuízos, mesmo que todos sinalizem o contrário.

Outros atributos que se evidenciaram em altas doses nos executores são o sentimento de urgência (impaciência) e de autonomia (independência ou morte). Atributos manifestos em baixa dose são a escuta (processamento de retorno de informações, comentários e opiniões negativas sobre o seu desempenho) e sociabilidade (interação com outros e iniciação de conexões íntimas).

Eu conheço advogados que só veem os filhos duas horas por semana, não conhecem suas preferências, seus amigos, não têm interesse genuíno sobre essas questões, mas se frustram com esse padrão, já que não sabem como agir de forma diferente ou como manter a segurança abrindo mão desse controle.

Além de conhecer centenas de advogados com esse perfil, eu também fui praticante desse tipo de autossabotagem em alguns anos da minha vida.

Isso me custou algumas perdas, como vesícula, apêndice e úlceras constantes. Mas, hoje eu sei que tudo o que aprendemos pode ser ressignificado, basta que abramos a nossa mente para ferramentas de apoio.

COMUNICADOR

Talvez você conheça aquele colega super popular, que sempre tem uma história para contar nos corredores da faculdade, na antessala de audiência, e quase sempre está de bom humor.

Esse perfil é a simpatia em pessoa, mas seu lado sombrio, a procrastinação, vive atormentando suas noites de sono.

De fato, esse perfil é muito hábil em relações sociais, mas costuma adiar suas decisões mais importantes. O comunicador tem grande dificuldade em “startar” projetos, tem muito medo de ser julgado publicamente, de perder a simpatia das pessoas e a validação publica.

Esse padrão quase nunca se sente pronto, todo anúncio de pós-graduação em promoção, desperta seu interesse, assim como kits de petições, doutrinas em liquidação, tudo isso são fontes primordiais da sua atenção, até mesmo em um nível que não consegue dar conta. Mas, ele sempre busca a possibilidade de se munir de toda informação possível para se blindar a erros públicos, afinal, suas aparições devem ser brilhantes!

Para esse perfil, nenhum artigo será a prova de erros, nenhum cenário tem a credibilidade suficiente para um vídeo fenomenal, e, na duvida, simplesmente não se expõe, ele posterga.

Esse tipo de perfil costuma passar a maior parte do tempo assistindo seus amigos desfrutarem de viagens, premiações, reconhecimento público, convites de estágios remunerados, monitorias de prática jurídica, e, em algum nível, até se incomoda. O comunicador sente que se esforça bastante para acumular conhecimento, mas isso não parece ser o suficiente para se expor à avaliação publica.

O postergador, lado sombrio do comunicador, precisa sentir que todas as variáveis estão sob controle, para que possa garantir o brilho da sua exposição. Ele precisa sentir que todas as dúvidas estão no seu radar, para que possa responder com êxito. Precisa estar seguro de que processou todas as informações, até que possa se apresentar como um especialista.

Esse perfil tem o dom de transparecer simpatia e segurança, mas nos momentos em que está sozinho, questiona profundamente sua capacidade de gerar resultados. Eliminar esses pontos fracos só é possível através da combinação de autoconhecimento com ferramentas de elevação da autoestima, o que demanda apoio assertivo.

ANALISTA

Talvez você tenha visto algum advogado extremamente interessante, inovador, sempre atualizado nas tendências futuristas, e que também é muito gentil.

O perfil analista ou águia, traz consigo idealizadores, aqueles que gostam de fazer diferente.

São curiosos, criativos, provocam mudanças radicais e têm pensamento macro. Mas, seu lado sombrio, que é o que nos interessa cuidar, é o famoso ‘do contra’. A águia gosta de liberdade de expressão, ausência de controles rígidos e oportunidade para delegar tarefas.

Esse perfil, mesmo dotado de grande visão, possui uma tendência forte à rebeldia, o que pode gerar um padrão de desistência em projetos tradicionais.

O desistente, ou lado sombrio do analista, ouve falar que a tese do ICMS está “bombando”, vai lá e compra um kit de petições, uma doutrina, fala com um colega no WhatsApp. E assim que ingressa com uma ação e não tem um rápido resultado astronômico, digno de mudar o nome de um planeta, simplesmente desiste e parte para o kit de petições bancárias.

Pode ser também que o analista busque, enquanto estudante de direito, distribuir currículos ou angariar causas para parentes advogados, mas quando percebe que não será o mais inovador, líder mundial, desiste do projeto e foca em concursos públicos.

E se já está no seu projeto de concurseiro, vive comprando e engavetando apostilas, porque a todo o momento muda de ideia sobre qual carreira seguir.

Então, esse perfil, tem dificuldade em escolher um foco e se desenvolver. Sua fixação por inovação pela simples inovação, comumente, o faz começar e abandonar suas escolhas, deixando migalhas pelo caminho, como se tivesse que encontrar o projeto dos seus sonhos, facilmente realizável e de propagação estratosférica, em apenas sete dias.

PLANEJADOR

Quem sabe você já tenha conhecido um profissional mais tímido, detalhista, responsável, altamente conservador e hábil para controlar processos e rotinas repetitivas.

Quem gosta de organização, planejamento, pontualidade e controle, pode ser identificado como o último perfil, o lobo. Detalhista, o lobo é conservador, metódico e previsível. Suas grandes qualidades são a lealdade e a responsabilidade, mas enfrenta grandes dificuldades de adaptação às mudanças e aversão aos riscos.

O lobo busca controle, característica comum de pessoas que gostam de acumular conhecimento. Suas principais motivações são ver o produto acabado, com começo, meio e fim e saber exatamente quais são as regras do jogo. Eles nunca deixam passar detalhes, tudo precisa ser feito com método, seguindo passo a passo e oferecendo segurança, garantias e máxima qualidade.

O lado sabotador do lobo dominante é o medo de perder o detalhe, de mudar, de perder o passo a passo, de fazer errado.

É para pessoas com esse perfil que a pressão tem o efeito mais devastador. Quando excessivamente pressionados, os lobos se fecham ou saem de cena, arriscando deixar tudo para trás.

Equipes que demandam um alto grau de especialização em projetos complexos, como a edição de teses vinculantes, projetos de lei, fusões e aquisições milionárias, tendem a precisar muito desse perfil. Mas, seu excesso de cautela pode levar a situações de tensão quando, posteriormente, parte de seu método é ignorado em nome de uma dinâmica flexível.

Note que os dois primeiros perfis, chamados de irmãos, fazem parte da categoria de “extrovertidos”, enquanto os dois últimos são considerados “introvertidos”. A maioria da população do país é extrovertida (70%). Entretanto, a maioria da população de advogados é introvertida (57%), de acordo com a pesquisa do MTBI. No entanto, todo padrão pode ser desenvolvido ou ajustado, através do treinamento certo.

Outra avaliação de personalidade, feita com mais de um milhão de profissionais, revelou que os operadores do direito tinham uma peculiaridade: o ceticismo.

Entre a população “normal”, a “taxa de ceticismo” está em torno de 50%. Entre os advogados, ela está em torno de 90%.

Já, para minha surpresa, o teste de inteligência emocional, conhecido como “Mayer Salovey Caruso Emotional Intelligence Test (MSCEIT)”, identificou que, embora o ‘QI’ dos advogados fosse considerado um dos maiores das categorias profissionais pesquisadas, infelizmente, o índice de inteligência emocional teve uma das pontuações mais baixas, em razão da dificuldade de percepção das próprias emoções e das emoções dos outros.

O que esses estudos sugerem é que os advogados podem demonstrar mais dificuldades do que outros profissionais para reagir tranquilamente diante de um cliente abusivo ou de um sócio raivoso — e, às vezes, até mesmo diante de suas próprias reações.

Por isso, eu venho trilhando minha carreira profissional no sentido de ajudar os operadores do direito a encontrar clareza profissional, sem perder a gestão emocional.

Você pode ter se identificado com traços desses 4 perfis, mas é primordial saber analisar o percentual de cada temperamento na sua personalidade, ou seja, qual é a sua combinação de traços. Descobrir essa métrica será um divisor de águas na sua história.

Obs: Se desejar realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e conhecer o percentual de cada um desses padrões, acesse mais detalhes na minha página: CLIQUE AQUI


Advogados Produtivos

 

 

As vezes a rotina se faz tão pesada que parece que a única forma de se sentir livre, é abrindo mão de algo valioso ou talvez, através de um milagre, como ganhar na loteria ou atrair a ajuda de alguém muito eficiente que o salvará do caos presente.

O inovador empresário Matthew E. May explica que você pode, obviamente, subtrair de sua vida qualquer coisa.

Confira o vídeo onde falo sobre como se tornar mais produtivo na Advocacia.

TAREFA COACHING

O que tem notado como sua maior distração?

Como é ser produtivo para você?

 Obs: Se você deseja realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e descobrir se o seu temperamento tem te afastado dos seus objetivos:  CLIQUE AQUI


Aumente seus Honorários Advocatícios

 

Se você quiser ganhar mais, seja melhor. Lá no fundo, você sabe que vale mais do que ganha de honorários.

Mas seria mesmo possível ser remunerado o quanto deseja?

Brian Tracy, autor de vários bestsellers, ensina como as pessoas podem superar seus limites e aumentar as suas rendas.

Ele identifica as principais dificuldades enfrentadas nesse cenário.

TAREFA COACHING

Vamos fazer um exercício simples. Escreva quanto você acha que merece ganhar por mês em honorários?

Agora me diga para que essa coisa adiada serve?

Conhece algum (a) advogado (a) que atingiu essa métrica?

Quais as habilidades, competências e atitudes desse profissional?

Livro: Maximize os Seus Rendimentos a Qualquer Momento e em Qualquer Mercado – Brian Tracy

 Obs: Se você deseja realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e descobrir se o seu temperamento tem te afastado dos seus objetivos:  CLIQUE AQUI


Consultas com Advogados variam de R$ 140 a R$ 1.819,36/ Hora

Compilamos as tabelas de honorários de todos os Estados brasileiros em uma única matéria e organizamos um quadro com os valores mínimos das consultas separados por seccional da OAB atualizadas até novembro de 2015.

Os números tão animadores quanto divergentes. PI indica o valor mínimo de apresenta R$ 1.200,00 por consulta verbal em horário comercial, das 8h às 18h. Já os honorários mais baixos são os de MA, onde a consulta custa R$ 140.

O RJ representa o Estado com maior frequência na atualização dos dados. Os reajustes são calculados e divulgados mensalmente no site da seccional desde janeiro de 2010. Veja a tabela com os valores mínimos cobrados por consulta.

Na primeira coluna, ao clicar sobre a sigla do Estado, é possível conferir as tabelas individuais de cada unidade federativa:

VERBAL

ESCRITA

Horário comercial
(8h às 18h)

Horário não-comercial

Em domicílio

Normal

Parecer

AC

240,00

acréscimo de 20 a 30%

2.400,00

AL

399,63
(por hora)

3.996,3

AP

300,00

300,00

400,00

1000,00
(simples)
4.500,00
(complexo)

BA

200,00

500,00

2.000,00

CE

350,00

500,00

1.400,00
(simples)
2.800,00
(complexo)

DF

515,73

acréscimo de 20 a 30%

2.578,65

ES

455,90
(por hora)

911,80
(por hora)

4.559,00

GO

250,00

300,00

1000,00
(simples)
3.000,00
(complexo)

MA

140,00

280,00

280,00

580,00
(simples)
1.400,00
(complexo)

MG

150,00

450,00

450,00

1.000,00

MS

360,98

acréscimo de 20 a 30%

2.165,88

MT

374,95

3.749,55

PA

525,00
(sem litígio)1050,50
(em discussão ou litígio)

acresce 350,30 nos valores do horário comercial

 

 

PB

278,40

835,20

PE

200,00

300,00

1.000,00

PI

1200,00

7.200,00

PR

300,00

 

 

1000,00

RN

390,00

 

1.954,75

RO

300,00
(por hora)

 

2.400,00

RR

506,80

2.886,00

RS

225,60

 

 

2.256,00)

SC

350,00

 

 

2.350,00

SP

261,16

acréscimo de 20 a 30%

1.793,33

TO

150,00

acréscimo de 20 a 30%

1.100,00

RJ

898,04

 

 

 

6.645,50

Pesquisa: Thaiza Vitoria – Coach de Advogados – www.onepage.adm.br

Obs.: As tabelas de honorários das OABs AM e SE não possuem os valores das consultas.

Dez seccionais fazem uso de unidades específicas como base do cálculo honorário. A URH – Unidade Referencial de Honorários é utilizada no AC, AL, DF, ES, MT, PB, PI e RN. Já no Estado do AM, é utilizada a UHA – Unidade de Honorários Advocatícios. No CE, o valor é calculado a partir da UAD – Unidade Advocatícia.

Todas as seccionais foram consultadas para confirmar a validade dos números. Alguns valores sofreram reajustes desde a divulgação das tabelas. As informações coletadas são válidas até novembro de 2015.

Se ainda não me conhece, sou Thaiza Vitoria e atuo como Consultora de Advogados, Analista Comportamental, Palestrante e Escritora. Criei os Programas Viva de Advocacia, FGA-Formação de Gestores na Advocacia, FLA-Formação de Líderes na Advocacia e agora nosso I Fórum Nacional Advogado 360º, um evento que marcou a história de muitos advogados que nunca tiveram contato com ferramentas de Gestão da Advocacia.

Confira os E-books gratuitos e todo material produzido para desenvolver Advogados que compartilho em meu Portal: http://thaizavitoria.com.br/

Se desejar Ganhar um MODELO EDITÁVEL de adesivo de COBRANÇA DE CONSULTAS, sem ônus, basta seguir os passos:

Aqui está sua KIT de Apoio a Cobrança de Consultas Juridicas. Sugerimos a impressão em papel couche tamanho A3. 

  • Tabela de valores de consulta minima de todas as Seccionais da OAB: [Download]
  • Arquivo em PPT com slide editável para adaptar a sua região: [Download]

Instruções:

  1. Insira o conteudo no SLIDE 9 e execute a opção ( Salvar como PNG – Apenas o slide do Adesivo)
  2. Imprima em A4 ( oficio) ou A3 ( Ideal para mais visibilidade)

Compartilhem sua experiência ao informar sobre Cobranças de Consultas em seu escritório, isso vai contribuir para encorajar os milhares de advogados oprimidos nesse pais!

 Obs: Se você deseja realizar, gratuitamente, o teste básico de análise de perfil e descobrir se o seu temperamento tem te afastado dos seus objetivos:  CLIQUE AQUI